Avalanche no Nepal: equipes de resgate tentam chegar a mais de 900 trabalhadores presos em túneis de usinas

Avalanche no Nepal: equipes de resgate tentam chegar a mais de 900 trabalhadores presos em túneis de usinas

Equipes de emergência intensificaram nesta segunda-feira (31) as operações de resgate no Nepal para tentar localizar centenas de trabalhadores que podem estar presos em túneis de projetos hidrelétricos atingidos por uma gigantesca avalanche, enchentes e deslizamentos de terra.

O desastre ocorreu na região do Himalaia, próximo à fronteira entre o Nepal e o Tibete, depois que o colapso de uma geleira desencadeou uma enorme onda de água, lama, pedras e outros detritos.

Segundo autoridades nepalesas, 933 trabalhadores ligados a projetos hidrelétricos estão desaparecidos. Muitos deles podem estar dentro de túneis que foram bloqueados pela lama e pelas rochas.

A tragédia já deixou 903 mortos e mais de 4,2 mil desaparecidos no Nepal, enquanto a região do Tibete, na China, também registrou mortes e centenas de desaparecidos.

Resgate enfrenta condições extremas

As equipes enfrentam grandes dificuldades para chegar aos locais atingidos. Estradas e pontes foram destruídas, enquanto entradas de túneis ficaram soterradas por toneladas de lama e pedras.

Militares nepaleses utilizam escavadeiras, perfuradoras e outros equipamentos pesados para tentar abrir caminhos até os trabalhadores. Especialistas da Índia e da China também participam das operações, principalmente nas áreas que exigem conhecimento especializado em resgate em túneis.

Em alguns pontos, equipes trabalham para introduzir oxigênio e câmeras nos túneis, na tentativa de verificar se ainda existem sobreviventes.

As operações também foram interrompidas em alguns momentos por causa das chuvas, do aumento do nível dos rios e do risco de novos deslizamentos.

Esperança de encontrar sobreviventes

Apesar da dimensão da tragédia, equipes de emergência conseguiram retirar trabalhadores de alguns túneis nos últimos dias.

As autoridades mantêm a busca enquanto houver possibilidade de encontrar pessoas com vida. O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, afirmou que milhares de agentes de segurança, voluntários e equipes de emergência estão envolvidos nos trabalhos.

A situação, porém, continua crítica. O grande volume de lama e pedras dentro dos túneis torna o avanço lento e perigoso.

Uma das maiores tragédias recentes

O desastre provocou uma enorme destruição em comunidades do Nepal e também afetou severamente a infraestrutura de geração de energia do país.

Além das vidas perdidas, diversos projetos hidrelétricos foram danificados, interrompendo parte da capacidade de geração de eletricidade.

As autoridades continuam contabilizando vítimas e desaparecidos, enquanto familiares aguardam informações sobre trabalhadores que ainda não foram localizados.

Créditos: G1 | Informações atualizadas com base em autoridades locais e agências internacionais.