Tragédia na região do Himalaia provocou uma enorme inundação de detritos; equipes de resgate continuam procurando sobreviventes e desaparecidos.
Uma das maiores tragédias naturais recentes na região do Himalaia deixou pelo menos 362 pessoas mortas e quase 1.500 desaparecidas após uma avalanche de gelo, pedras e lama atingir áreas do Nepal e do Tibete.
O desastre aconteceu na quarta-feira (26), na região próxima à fronteira entre o Nepal e a China. O impacto provocou uma forte correnteza de água e detritos, destruindo estradas, pontes, construções e áreas habitadas.
Colapso de geleira teria provocado a tragédia
De acordo com informações divulgadas por autoridades e especialistas, o desastre teria começado com o colapso de uma geleira no Himalaia. Uma grande quantidade de gelo e rochas desceu rapidamente pela região, atingindo rios e provocando uma inundação repentina.
Inicialmente, havia suspeitas de que um terremoto tivesse provocado o fenômeno. No entanto, análises posteriores indicaram que o tremor registrado estaria relacionado ao próprio colapso da geleira e ao deslocamento de gelo e rochas.
Buscas continuam
Equipes de emergência dos dois lados da fronteira trabalham para localizar sobreviventes e recuperar vítimas. As operações são dificultadas pela destruição de estradas e pontes, além do risco de novos deslizamentos e inundações.
Entre os desaparecidos estão turistas, trabalhadores e moradores locais, incluindo cidadãos estrangeiros de diferentes nacionalidades. Autoridades temem que o número final de vítimas possa aumentar à medida que as equipes consigam acessar áreas que permanecem isoladas.
Região continua em alerta
Além das perdas humanas, a avalanche e as inundações provocaram grandes danos à infraestrutura. Comunidades inteiras foram atingidas e importantes vias de transporte ficaram destruídas.
Especialistas também alertam para os efeitos do aumento do derretimento das geleiras no Himalaia, que pode contribuir para o aumento do risco de eventos extremos desse tipo.
As equipes de resgate seguem mobilizadas enquanto familiares aguardam informações sobre os desaparecidos.
Fonte e créditos: G1 — com informações atualizadas de autoridades locais e agências internacionais.
O número de mortos e desaparecidos pode sofrer alterações conforme as equipes de resgate avançam e novas vítimas são identificadas.